- O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou ontem que o governo está revisando o programa de R$40 bilhões para financiar a folha de pagamento das empresas. Segundo ele, o programa tem tido baixa procura em razão das condições impostas para o tomador de crédito, não pode ter dívida previdenciária alguma e que deve se comprometer a não demitir seus funcionários durante o período de calamidade. Dados do Banco Central até o último dia 11 mostravam que a linha havia concedido apenas R$ 1,4 bilhão, o que deve levar o governo a reduzir nas próximas semanas as exigências de manutenção de empregos para as empresas que tomarem empréstimos.
- Em sua fala, Mansueto também afirmou que o déficit fiscal neste ano pode chegar a R$ 700 bilhões e que será preciso mudar a chamada regra de ouro (dispositivo legal que proíbe o governo de se endividar para pagar despesas correntes), que não deverá ser cumprida nos próximos anos.
- O governo estima que o Brasil encerrará o ano de 2020 com perda de 3 milhões de postos de trabalho formais, o que seria a maior queda histórica no mercado de trabalho brasileiro. Para arcar com a situação e acelerar a retomada pós pandemia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, estuda um modelo emergencial de desoneração de encargos trabalhistas, em que o governo assumiria as perdas de arrecadação para retardar a criação de um imposto sobre transações financeiras nos moldes da extinta CPMF. O ministro não apresentou detalhes da proposta, mas disse que os pontos estão em discussão com o presidente Jair Bolsonaro.
Curtas: Pandemia deve continuar fragilizando o mercado de trabalho brasileiro
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